Pare de se proteger!

Pare de se proteger!

“Eu nunca levo adiante…” Certamente uma das frases que escuto muito no meu cotidiano. Interessante observar a presença do nunca (em nenhum tempo, jamais), garante a perenidade da afirmação, a sua longa vida.

Chama atenção também que normalmente é verbalizada por pessoas capazes de prover o próprio sustento, de se comunicar, relacionar, de levar a vida adiante, e de cultivar um elevado percentual de emoções negativas como a frustração, a inveja, a autopiedade.

Fato: funcionamos parcela significativa do nosso tempo no automático. Reproduzimos padrões. Para agilizar o nosso funcionamento, nosso organismo usa os arquivos mais ativos para gerar respostas, mesmo que sejam arquivos infantis, ou específicos e bem adaptados para um tempo que já passou. Não faz diferença, ele simplesmente busca e aciona, assim que o estímulo aparece, principalmente se não fornecermos tempo e atenção suficientes para que a nossa mente gere uma resposta original, e mais adequada ao nosso estágio de vida e momento atual.

Mas, se mesmo assim, somos capazes de cultivar certas emoções, de levar adiante alguns novos comportamentos, por que não outros? Principalmente aqueles que provavelmente nos trarão maior qualidade de vida, como promover uma reeducação alimentar, parar de fumar, focar nossa atenção em nossas conquistas, semear sentimentos mais positivos, começar a praticar exercícios, aprender uma nova língua, adotar hábitos mais saudáveis que nos ajudem a dormir melhor.

Nos sabotamos?

Termo muito usado, que não adoto. Respeito demais a criatura humana, me maravilho o tempo todo com a capacidade de aprendizagem, adaptação e transformação que caracterizam esse ser fantástico, para adotar o mantra: pare de se sabotar! Até hoje, não encontrei nenhum cliente que não estivesse de alguma forma, buscando a satisfação de alguma necessidade com as suas ações, por mais estranhas que elas pudessem parecer.

Pare de se Proteger!

Na realidade você não age assim porque não quer cooperar com você mesma(o), para se prejudicar, se machucar, adoecer, esmorecer. Um dos princípios da Programação Neurolinguística (PNL), é o de que, em algum nível, todo comportamento tem ou teve uma “intenção positiva”.  Ele serve (ou serviu) a um “propósito positivo”. Ou seja, com as suas ações, você pode estar se protegendo de algumas emoções, como o medo do desconhecido, da ausência do prazer, do suposto sofrimento, do possível vexame, do julgamento alheio, do descobrir que não é capaz, do desamor.

Sair da zona de conforto, ou da zona de proteção?

Por mais desconfortável que seja, ela é conhecida, e até certo ponto previsível. O problema é, com o passar do tempo, ela também vai se deteriorar. Como qualquer outro sistema, se não oxigenamos, não limpamos os detritos acumulados, não adotamos novas atitudes, mais compatíveis com a realidade que simplesmente não para de mudar, a nossa suposta zona de proteção se transforma em uma verdadeira gaiola, pouco arejada, sufocante, entristecedora, e o que é mais intrigante, com a porta sempre aberta! 

E  ficamos cada vez mais encolhidos em nosso canto. Vamos perdendo a capacidade de voar, porque deixamos de acreditar que somos capazes, e a falta de treino, nos enferruja, oxida, o que dificulta ainda mais a retomada do movimento. Mas continuamos habilitados para…

Quer levar – algo diferente – adiante?

Treine diariamente sair um pouco da sua zona de proteção, antes que ela se transforme em uma zona de detenção. Desafie-se!

“Para vivermos em sociedade no século XXI, precisamos muitas vezes ser capazes de criticar as nossas próprias emoções e dizer não a elas. E a única maneira de ultrapassar as emoções é o conhecimento: saber analisar as situações com grande pormenor, ser capaz de raciocinar sobre elas e decidir quando uma emoção não é vantajosa. Há um nível básico em que as emoções ajudam, e se você não tem esse nível você é um psicopata. Mas há um nível mais elevado em que as emoções têm de ser não as conselheiras, mas as aconselhadas.”   António Damásio – Neurocientista.

Quem sou!

Um ser que gosta muito do humano, que busca aprofundar conhecimentos em áreas estratégicas e que tem força para mexer com gente: Psicologia, Comunicação, Marketing, Coaching.

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