O bebê fofo

O bebê fofo

Lá vou eu…

Indo cedo para a academia, só na disciplina, super agasalhada. Olho para o outro lado da rua e vejo uma senhora empurrando um carrinho azul, com um bebê fofo dentro.

Registro: estava muito frio!

A senhora vinha em um ritmo um pouco acelerado, provavelmente para esquentar a caminhada. O bebê, não tenho como saber se era ele ou ela, estava bem protegido, mas sem touca.

Sentado bem na ponta do carrinho, segurava nas bordas e olhava concentrado para baixo, como se nada pudesse passar despercebido, nem mesmo um formiga! Mas vinha inclinado mesmo, olhando com curiosidade e atenção, às vezes virava um pouco a cabecinha acompanhando o que já se ia, e voltava para frente porque novas e interessantes descobertas o aguardavam.

Aquele momento delicioso me fez lembrar que, no fundo, somos todos assim, é da nossa natureza.

Como registrou John Medina em seu livro – Aumente o poder do seu cérebro – somos exploradores naturais, ainda que esse hábito em alguns momentos nos cause dor. A tendência é tão forte que é capaz de nos transformar em aprendizes por toda a vida, se quisermos…

Nos transformamos em adultos ranzinzas, bitolados, quando aprisionamos essa característica humana.

Gastamos um energia danada canalizando essa propensão super benéfica para coisas tão rasas quanto acompanhar os “babados” do dia, o que as celebridades fizeram, os últimos escândalos, o vídeo mais engraçado, grotesco, violento.

Explorar, descobrir, aprender nos alegra naturalmente, estimula, lubrifica nosso cérebro, ficamos um pouco mais corajosos e corremos o risco de dar o próximo passo, de ir além.

E não tem limite de idade, como lembra Medina:

“… o cérebro adulto também continua a produzir neurônios em regiões normalmente envolvidas no aprendizado. Esses novos neurônios têm a mesma plasticidade das células neurais dos recém-nascidos. O cérebro adulto mantém, por toda a vida, a capacidade de modificar sua estrutura e de funcionar em resposta às experiências.”

Que experiências você tem escolhido viver?

Que aprendizados as suas escolhas têm lhe proporcionado?

Se você está rígido, quebradiço de tão ressecado, saiba, não é da natureza humana, gostamos do movimento, da busca, do explorar, do aprender.

Tá na hora de libertar o seu explorador natural!

E lá vou eu…

Quase na nona idade, consegui finalmente aprender a fazer um arroz soltinho, o risoto que me aguarde!

Gratidão bebê fofo!! 🙂

Quem sou!

Um ser que gosta muito do humano, que busca aprofundar conhecimentos em áreas estratégicas e que tem força para mexer com gente: Psicologia, Comunicação, Marketing, Coaching.

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