Novo remédio para tratar a obesidade?

Novo remédio para tratar a obesidade?

Novo remédio para tratar a obesidade? Mais um?

Uns dias atrás, almoçando com um amigo, rolou este papo:
– Eu vinha no carro ouvindo uma entrevista no rádio e lembrei de você!

Por que?
– Porque falava de obesidade (ele conhece meu histórico de ex-gorda). Um médico, endocrinologista, falando que novas pesquisas estão demonstrando que muitos não conseguem emagrecer por causa dos hormônios. Não porque não querem!

Hummm… Isso está me cheirando a pesquisa tendenciosa…
– Como assim?

Vem remédio por ai para controlar hormônios…
– Que isso! Será?

Não estou afirmando que isso é uma mentira total, que os hormônios não interferem em nosso metabolismo, eles interferem sim. Mas a esse ponto? Atingindo tantas pessoas? Isso me parece mais pesquisa desenvolvida pela indústria farmacêutica para lançar novo produto no mercado.

Ele me olhou por um tempo e disse:
– Minha nossa, você pode ter razão!

Mudamos o rumo da prosa, eu nem me lembrava mais da conversa até que,  dias depois, vi uma matéria na internet:

Chega ao Brasil novo remédio para tratar a obesidade!

Na hora em que li a manchete lembrei do episódio e parei para ler o artigo.
Com depoimentos de peso, profissionais ligados a instituições bem conhecidas no Brasil, dando seu depoimento a favor e, lógico, também uma representante do laboratório responsável pela pesquisa, o texto afirmava que

“… de acordo com boa parte da comunidade médica, a obesidade precisa ser encarada como doença. E, nessa linha de raciocínio, nada mais natural do que também tratá-la com medicamentos, se o caso exigir.”

Se o caso exigir, vai ter que pagar de R$ 668,22 a R$ 742,94 por cada caixa do remédio!!

Um remédio bem popular esse, realmente vai ajudar a combater a – doença obesidade – que atinge muito mais as classes que, com certeza, não têm condições de comprá-lo!

*****Será que essas mesmas pessoas também foram sorteadas pela genética e carregam uma predisposição para ganhar peso além da conta? Que coincidência macabra não é não?

Volto a registrar: não estou afirmando que os hormônios não interferem, nem que toda obesidade possa ser resolvida apenas com mudanças de hábitos.

Mas outras pesquisas também já apontaram que esta mesma obesidade, atinge mais as populações menos esclarecidas, com menos tempo de escolaridade, e mais pobres, que consomem muitos alimentos industrializados. Eles são mais baratos, duram muito mais, são cheios de conservantes, açucares e hormônios, estão na mídia direto e são encontrados em todos os lugares.

Não tenho dúvidas de que certos profissionais da saúde quando indicam medicamentos para tratar a obesidade, o fazem com sabedoria e sensatez, eles são realmente necessários e salvam vidas “em alguns casos”, mas que essa relação: profissionais de saúde X indústria farmacêutica é promíscua – É – e merece a nossa atenção. As empresas distribuem amostras, brindes, cortesias como passagens, estadia e participação em congressos para os médicos.

Imagina quanto o laboratório vai faturar com a venda deste produto que foi lançado com o apoio de alguns “doutores”, a classe médica tem naturalmente uma certa autoridade associada e, do outro lado, pensa em quantas gordas, como eu era ( e gordos), já pararam com a reeducação alimentar e estão desesperadas(os) pelo medicamento – que promete trazer sensação de saciedade ao paciente – tudo que uma gorda, um gordo, quer: não sentir fome!

E os que não têm condições de comprar, ao entrarem em contato com a novidade: Novo remédio para tratar a obesidade (este tema costuma repercutir muito na mídia), como se sentirão? Irão continuar investindo um pouco do quase nada que sobra do mês em uma alimentação melhor? Por que? É uma doença, não adianta nada o esforço!

Claro!

Tudo o que eu queria, na época em que eu vivia no efeito sanfona, era um motivo extra, fora do meu controle para justificar o meu caso. É bem mais fácil de aceitar do que assumir a responsabilidade de gerenciar – por uma vida toda – um corpo, uma mente, uma alma complexa.

Menos medicação.

Menos desinformação.

Mais educação!

 

Quem sou!

Um ser que gosta muito do humano, que busca aprofundar conhecimentos em áreas estratégicas e que tem força para mexer com gente: Psicologia, Comunicação, Marketing, Coaching.

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